Programa Lixão Zero forma outro aterro no Noroeste
O programa Lixão Zero, da Secretaria do Ambiente, avançou mais uma etapa nesta quinta-feira (6/5), ao intermediar as condições para instalação do Aterro Sanitário controlado Noroeste I, em São Fidélis, no Norte Fluminense. A secretária Marilene Ramos participou da assinatura do contrato entre os prefeitos dos sete municÃpios beneficiados: além da cidade sede, Itaocara, Aperibé, Italva, Cardoso Moreira, Cambuci e Santo Antônio de Pádua. IncluÃdo no Pacto pelo Saneamento, o Lixão Zero visa ao estabelecimento de aterros sanitários consorciados entre municÃpios em todo o Rio de Janeiro para definitiva erradicação dos lixões. Atualmente, os projetos e formação de consórcios já abrangem mais de 60% do território.
O Noroeste I tem custo estimado de R$ 6 milhões e entrará agora em fase de licitação. O terreno de 27,225 mil m² fica localizado no distrito de Pureza, entre 25 e 30 quilômetros de cada municÃpio consorciado. Segundo o prefeito de Itaocara, Alcione Correia de Araújo, que preside o consórcio, questões relativas à operação do aterro já estão sendo discutidas em audiências públicas nas cidades consorciadas.
Os prefeitos já articulam meios de reduzir os custos de transbordo dos resÃduos e estão organizando o sistema de coleta seletiva por meio de cooperativas de catadores de material reciclável. O objetivo é que sejam destinados ao aterro somente os resÃduos não-recicláveis.
- Graças à visão da secretária Marilene Ramos e do governador Sérgio Cabral, o Rio está reduzindo esse passivo ambiental. A remediação dos lixões não representa apenas o controle da poluição visual e ambiental, é uma medida de saúde pública e de reorganização da administração econômico-financeira dos municÃpios, que serão beneficiados com parcelas maiores de ICMS Ecológico. Portanto, a população, compromisso final das administrações públicas, será a principal beneficiada – afirma Araújo.
As consequências sociais da disposição inadequada de resÃduos de composições diversas, despejados em qualquer controle ambiental ou sanitário, também são imensuráveis. Na maioria das cidades, muitas famÃlias buscam tirar sustento das montanhas de lixo acumulado.
- A organização das cooperativas de catadores tem por objetivo capacitar e formalizar essa mão de obra, garantindo dignidade a esses trabalhadores – destaca o prefeito.
Os aterros sanitários controlados são destinados à deposição final de resÃduos sólidos, cuja base é constituÃda por um sistema de drenagem impermeável acima do solo que drena o chorume, um lÃquido de coloração escura e altamente tóxico, que infiltrado no solo causa contaminação 200 vezes superior ao esgoto doméstico das águas subterrâneas e superficiais.
Possuem ainda um sistema de captação de gases (biogás) constituÃdo basicamente por metano e gás carbônico – CO2 – formado pela decomposição dos resÃduos. Estes efluentes que são altamente prejudiciais na atmosfera, causadores do efeito estufa, beneficiados e utilizados como combustÃvel para geração de energia.
Os aterros são uma das alternativas mais eficazes para os centros urbanos. Com técnicas de engenharia e em normas operacionais especÃficas, o sistema busca confinar o lixo no menor espaço e volume possÃveis, de modo a não causar danos ambientais ou para a saúde.
Ascom – Secretaria do Ambiente

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